Deixa vir o sol
estende-te contra o céu
e sorri ao novo dia
Sorri a nova vida
estende a pele de galinha
Deixa-me que te ame
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Noite e Dia
Deixa-te cair em mim
estende-me a mão
e sorri-me daí
Sorri-me de ti a vida
estende-te na minha pele
deixa cair o sono
estende-me a mão
e sorri-me daí
Sorri-me de ti a vida
estende-te na minha pele
deixa cair o sono
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Voltamos dentro de breves momentos
O trago amargo do café
escorre-me pelas mãos pobres e perdidas
Um bafo quente sem fé
sufoca-me a memória de férias coloridas
Dentro de mim um só pensamento
perdido, vazio do tempo
um sonho amarelecido
já sem brilho, adormecido
Nada.
Só o vento que espera os carros
e os olhos que esperam descanço
escorre-me pelas mãos pobres e perdidas
Um bafo quente sem fé
sufoca-me a memória de férias coloridas
Dentro de mim um só pensamento
perdido, vazio do tempo
um sonho amarelecido
já sem brilho, adormecido
Nada.
Só o vento que espera os carros
e os olhos que esperam descanço
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Sardinhas de saudade
De costas voltadas á cidade
lembro-me dos anos passados
deixo cair em mim a saudade
sorrio ainda de olhos molhados
Flutua no vento a efemeridade
amontoam-se no chão voos falhados
ouve-se ao longe a voz da amizade
choro ainda de lábios esticados
Pesa-me nos ombros ainda a idade
que me agarra de dedos cravados
e deixa no ar o cheiro da verdade
Vejo-vos agora de olhos fechados
espero paciente a nova claridade
e o calor de um verão de dias ousados
lembro-me dos anos passados
deixo cair em mim a saudade
sorrio ainda de olhos molhados
Flutua no vento a efemeridade
amontoam-se no chão voos falhados
ouve-se ao longe a voz da amizade
choro ainda de lábios esticados
Pesa-me nos ombros ainda a idade
que me agarra de dedos cravados
e deixa no ar o cheiro da verdade
Vejo-vos agora de olhos fechados
espero paciente a nova claridade
e o calor de um verão de dias ousados
terça-feira, 16 de junho de 2009
Rua da Inquietude
Quieto, inquieto-me
volvo ao sal
e ao negro de dias passados
o presente sabe-se mal,
a dias envenenados
falta talvez hoje
para que chegue amanha
para que chegue de hoje
e possa ser amanhã
Inquieto, acalmo-me
de choro na mão
as pestanas molhadas de mais
no peito ainda pesa o sal
e o olhar queda-se igual
falta talvez o calor
para que chegue a calma
para que chegue de ardor
que já me sufoca a alma
volvo ao sal
e ao negro de dias passados
o presente sabe-se mal,
a dias envenenados
falta talvez hoje
para que chegue amanha
para que chegue de hoje
e possa ser amanhã
Inquieto, acalmo-me
de choro na mão
as pestanas molhadas de mais
no peito ainda pesa o sal
e o olhar queda-se igual
falta talvez o calor
para que chegue a calma
para que chegue de ardor
que já me sufoca a alma
domingo, 17 de maio de 2009
Praça
A cidade cinzenta afigura-se
aos pés de gente sem caminho
De costas viradas ao céu
Inclinam-se as cabeças
e olhos, no chão
De medos cobertos em breu
Inclinam-se incertezas
e gelo, no coração
A cidade ao contrário
Engendrada sem edifícios
Um rio perdido no tempo
uma calçada perdida, na água
Uma ilha de gente e cimento
um choro, um constante lamento
sem olhar, vazio por dentro
perdido nos dias, no tempo
aos pés de gente sem caminho
De costas viradas ao céu
Inclinam-se as cabeças
e olhos, no chão
De medos cobertos em breu
Inclinam-se incertezas
e gelo, no coração
A cidade ao contrário
Engendrada sem edifícios
Um rio perdido no tempo
uma calçada perdida, na água
Uma ilha de gente e cimento
um choro, um constante lamento
sem olhar, vazio por dentro
perdido nos dias, no tempo
segunda-feira, 16 de março de 2009
Lembra o Amor
Esquece-te
De tudo
Que magoa
Que entristece
Tudo
Que nos esquece
Por lembrar
tudo
que entristece
que magoa
Lembra-te
Lembra-me
O amor
sempre
De tudo
Que magoa
Que entristece
Tudo
Que nos esquece
Por lembrar
tudo
que entristece
que magoa
Lembra-te
Lembra-me
O amor
sempre
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